A, an ou the?
A pergunta por trás de qualquer artigo é simples: quem ouve já sabe de qual você está falando?
A resposta curta
Use a ou an quando você menciona uma coisa pela primeira vez, ou quando qualquer uma da espécie serve. Use the quando quem ouve já sabe de qual você fala: porque já foi mencionada, porque está ali, ou porque só existe uma.
De qual você precisa?
| Situação | Artigo | Exemplo |
|---|---|---|
| primeira menção, uma entre muitas | a / an | I bought a jacket. |
| já mencionada | the | The jacket was too big. |
| só existe uma | the | the sun, the manager, the best seat |
| plural ou incontável, em geral | nenhum artigo | I like books. Water is cheap. |
Treine esta escolha
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Sua primeira pergunta está vindo.
Lado a lado
Três frases para cada forma, tiradas das 565 frases deste exercício. A resposta está destacada.
a
- There is a small park behind our house.
- I saw a movie yesterday with some friends.
- She wants to buy a house in the countryside.
an
- She made an omelet for both of us.
- She is studying to become an actress.
- My sister is an engineer at our water works.
the
- Can you pass me the remote control?
- Can you pass me the orange juice, please?
- Our fishermen watched the sea from their wall.
A pergunta a fazer
Diante de cada substantivo, pergunte: a pessoa com quem eu falo consegue saber de qual eu falo?
Se sim — the. Se não, e é um — a ou an. Se não, e são vários ou não se podem contar — nenhum artigo.
Isso cobre a imensa maioria dos casos, inclusive os que nenhuma lista de regras alcançaria.
A corrente das menções
É o esquema mais nítido do assunto todo. Uma coisa entra na conversa com a e fica nela com the:
- A car pulled up. The car was green.
- We found a café. The café had no coffee.
A primeira menção apresenta, a segunda remete.
As coisas de que só existe uma
Não precisam ser apresentadas, então the desde o começo:
the sun, the moon, the sky, the government, the police
E também o que o resto da frase torna único:
- the man who called yesterday
- the first page
- the cheapest option
Superlativos e ordinais levam sempre the: não pode haver mais de um «mais barato».
Nenhum artigo
Os substantivos no plural e os incontáveis tomados em sentido geral não levam nada:
Dogs bark. Rice is cheap. I like jazz.
Acrescente the e você os reduz a um conjunto preciso: the dogs são aqueles cachorros, os que nós dois conhecemos.
Expressões fixas sem artigo
Os nomes de lugar depois de to, at e in perdem o artigo muitas vezes, quando o que importa é a atividade e não o prédio:
go to bed, go to school, be at work, be in hospital, go home
Devolva o artigo e você passa a falar do lugar físico: I walked to the school — o prédio, não a aula.
O inglês americano diz in the hospital mesmo para o estado de estar doente, onde o britânico diz in hospital.
Os nomes próprios
Quase nenhum leva artigo: Peter, Brazil, Everest, Lake Garda.
Eles levam the quando estão no plural ou são feitos sobre um substantivo comum:
the Netherlands, the Andes, the United States, the Thames, the Pacific
Para a escolha entre a e an, que depende só do som, veja a ou an.
Onde um falante de português tropeça
O português também tem artigos, e é justamente isso que engana: ele os põe onde o inglês não põe, e muito mais vezes.
Esta é a página em que a sua língua mais atrapalha, porque o português é generoso com o artigo definido e o inglês é econômico.
Para falar de uma coisa em geral, o português põe «o» e o inglês não põe nada. É a diferença mais custosa daqui:
| português | inglês |
|---|---|
| O dinheiro não compra felicidade | Money can’t buy happiness |
| Os cachorros latem | Dogs bark |
| O arroz é barato | Rice is cheap |
| A vida é curta | Life is short |
É o segundo erro da lista, e a regra curta é: falar de uma coisa em geral, em inglês, é não pôr nada na frente.
Nomes de pessoa não levam artigo, e aqui a fala brasileira atrapalha de um jeito próprio. «O João chegou», «a Maria ligou» soam perfeitamente naturais em português, e em inglês o artigo não existe:
John arrived. Maria called. — nunca the John, the Maria.
Nenhuma outra língua da nossa lista tem esse hábito, e por isso vale um aviso separado: diante de um nome de pessoa, em inglês, não vai nada.
Países perdem o artigo que você lhes dá. «O Brasil», «a França», «o Japão» viram Brazil, France, Japan. E as cidades não levam artigo nas duas línguas: «vou a Londres» → I’m going to London. O primeiro erro da lista — to the London — vem da vontade de pôr alguma coisa, não de uma pista portuguesa.
Possessivos não levam artigo. «A minha casa», «o meu carro» viram my house, my car. O artigo que acompanha o possessivo em português simplesmente desaparece.
«Na escola», «no hospital» perdem o artigo em inglês quando se fala da situação e não do prédio: in hospital, to school, at work. Note que «em casa» já não tem artigo em português, e dá at home sem esforço — é a única linha deste grupo que sai de graça.
E as profissões vão ao contrário: «ela é professora» não tem artigo em português e precisa de um em inglês — she is a teacher.
«Ela toca piano» ganha um artigo. Aqui o português omite e o inglês põe: she plays the piano, he plays the violin. É o terceiro erro da lista, e é o único lugar da página em que a correção é acrescentar e não tirar.
«Ele é o melhor jogador»: nisso você está certo. O superlativo leva artigo nas duas línguas, e o quarto erro da lista não é erro de quem fala português.
Erros a evitar
Errado: I'm going to the London. certo: I'm going to London.
Quase todos os nomes de cidade e de país não levam artigo. As exceções são os plurais e os nomes feitos sobre um substantivo comum: the Netherlands, the United Kingdom.
Errado: The money can't buy happiness. certo: Money can't buy happiness.
Um substantivo incontável tomado em sentido geral não leva artigo. The money apontaria uma quantia precisa.
Errado: She plays a piano. certo: She plays the piano.
Com instrumentos musicais, o inglês usa the, mesmo sem apontar um instrumento preciso.
Errado: He is best player in the team. certo: He is the best player in the team.
Um superlativo identifica uma coisa só, então leva the.